Evento: Rio de Machado

Estão todos convidados para o seminário RIO DE MACHADO, que busca traçar as relações entre a obra Machado de Assis e o Rio de Janeiro.  As mesas buscam abordar aspectos muito variados da obra do Bruxo e acontecem dias 1 e 2 de outubro, quarta e quinta desta semana, no auditório do MAR - Museu de ARte do Rio. A entrada é gratuita e as inscrições devem ser feitas por seminario@riodemachado.com.br

A programação completa está abaixo e também no link que inclui maiores informações sobre o Aplicativo com download gratuito e disponível para iOS e Android a partir do dia 1/10.



ILUSÕES - Luis Camnitzer

Nem tudo é o que parece ser

A exposição ‘’Ilusões’’, instalada na Casa Daros, traz uma proposta inovadora e criativa, buscando sempre a máxima percepção do observador. A maioria das obras apresentadas traz um questionamento mental sobre o real conceito de um objeto, instalação ou fotografia, isto é, nem tudo é o que parece ser. O artista em destaque na exposição é o alemão, que cresceu no Uruguai e trabalha nos Estados Unidos, Luis Camnitzer.
Nascido em  Lübeck, Alemanha, em 1937 Luis Camnitzer cresceu em Montevideo, Uruguay. Aos 27 anos, no ano de 1964, se mudou para Nova York onde ele e seus companheiros Liliana Porter e José Guillermo Castillo fundaram o New York Graphic Workshop. Esse estúdio tinha como foco a natureza matemática e repetitiva das gravuras, que revive a importância das gravuras como arte contemporânea.

                          Sentence
(Isto é um espelho. Você é uma frase escrita)
Luis Camnitzer 1966–1968
 Na obra ‘’Sentence’’, Camnitzer exibe uma frase visualmente incompreensível, afirmando que a chapa sintética na sua concepção é um espelho, ou seja, o que esta escrito tem o poder de determinar o objeto - característica é muito comum na arte conceitual, a obra se transforma naquilo que o artista define, deixando de ser o que ela realmente é. O objetivo principal desta obra é que o espectador se veja no espelho, através de uma frase escrita, aquilo que o artista determinou. ‘’Written’’, traz pra quem observa o pensamento de já estar escrito, ou seja, ele já é um ser formado, e nada pode mudá-lo.


                                            



Arbitrary Objects and Their Titles
(Objeto arbitrários e seus títulos)
Luis Camnitzer 1979-2010


Objetos encontrados e lápis sobre papel em parede - 
Dimensões variáveis
Os objetos presentes na obra foram afixados aleatoriamente na parede, com um papel embaixo de cada um em forma de “título” de acordo com o seu respectivo destroço. Esses objetos nos dão uma aparência de sobras de um naufrágio.
 A organização disposta na parede  é totalmente casual – a coerência de sua narrativa é fornecida apenas pela participação mental e pela assimilação do espectador de cada elemento no próprio contexto pessoal. Embora os objetos e os termos sejam tão abertos quanto possível, podem ser reunidos para formar um grupo e ao mesmo tempo deixar claro quanto a percepção de cada espectador é diferente.




A obra The photograph 1981( A fotografia) apesar de ser uma obra simples tenta dizer muito mais do que parece. Nesse quadro temos a representação do desenho, da pintura e da escultura. Esse trabalho representaria uma síntese e envolve  varias camadas. Uma delas as camadas da historia da arte e essas três são representações das artes clássicas, usadas desde que a arte começou a ser entendida. Quando a fotografia surge, ela começa a enfrentar problemas, um deles era não ser vista como arte.

Com o surgimento da fotografia surge também um empate entre os fotógrafos e os pintores. Esses se sentem inseguros pela rapidez com que a fotografia pode ser feita, impresisionados com essa tecnologia nova, não precisando de meses para a obra ficar pronta, que era o caso dos quadros. Aqueles baseiam suas fotografias em pinturas, não revolucionando a técnica da  foto e sim fazendo uma copia das pinturas, tentando fazer com que a fotografia se tornasse arte. Quem melhor aproveitava essa invenção era quem enxergava além e conseguia fazer uso das duas técnicas.
Esse é um dos quadros que o que se vê e o que se diz combinam, é um quadro bem calculado, contrapondo seus trabalhos arbitrários. E mesmo sendo uma simples fotografia consegue abranger diversas visões e detém todos esses processos.


Grupo:
Marina Abi-Rihan
Manuela Teixeira
Gabriela Mariz
Larrissa Busch
Maitê Paes


Casa de Ilusões

Rua General Severiano n°159,Botafogo.Este foi o novo local visitado pelos graduandos de Comunicação Social da UFRJ inscritos na disciplina "Comunicação e Artes" sob a regência da professora Kátia Maciel, no dia 17 de setembro; a Casa Daros. Lugar este que dedica-se a arte contemporânea latino-americana e que faz parte da instituição Daros Latinamericana sediada na Suiça,ocupando no Brasil um casarão neoclássico do século XIX preservado pelo Patrimônio da cidade do Rio de Janeiro. 
Em cartaz atualmente, a exposição Ilusões - que ficará disponível para visitação até o dia 13/02/2015 - apresenta um recorte da coleção sitiada na Coleção Daros Latino-americana, que conta com mais de 1200 obras de 117 artistas latino americanos, produzidas desde os anos 1960 até hoje.Segundo Hans-Michael Herzog, curador da exposição, “a exposição Ilusões abre o olhar para os espaços multifacetados e complexos, difíceis de ser interpre­tados, que oscilam livremente entre uma suposta realidade e a assim chamada ilusão – espaços que estão cheios de inúmeras ficções e projeções, cuja definição mais detalhada foge completamente a qualquer categorização”. As obras apresentadas tinham essa proposta de oscilação entre o real e o não real. Com isso, podemos observar que cada obra e cada artista explorou um recurso diferente que demonstrava essa dualidade entre o real e o imaginário: algumas obras eram expostas em quadros, outras exploravam o audiovisual e também tinham obras onde o público fazia parte delas, como no caso das obras: “Cabiadores” (Provadores) de Leandro Erlich, onde os visitantes entram nesses provadores e andam livremente entre eles, até se “debaterem” com um espelho, pois os mesmos davam a sensação de continuidade infinita dos provadores, e outra, do mesmo artista, denominada “Las puertas” (As portas), onde dar a sensação que a pessoa some do nada, pois não conseguimos vê-la saindo pela porta. Além de Luiz Camnitzer e de Leandro Erlich, a exposição foi contemplada com as obras dos artistas: Los Carpinteros, José Damasceno, Mauricio Alejo, Liliana Porter, Teresa Serrano, José Toirac, Fernando Pareja e Leidy Chaves. Segue abaixo as conclusões a partir de algumas obras de arte analisadas na Casa Daros: 


Arbitrary Objects and Their Titles (Objetos arbitrários e seus títulos), de Luiz Camnitzer, realizada em 1979-2010

Foto: Eddie Marinho, 2014

Trata-se de uma obra a qual quebra a ideia de que a arte tem de se assemelhar ao real, uma vez que o artista utiliza objetos encontrados na rua e os colocam definições que não fazem, necessariamente, alguma associação com a real característica daquele objeto. Porém, dependendo de quem vê e analisa aquela obra, pode-se fazer algum sentido, partindo do pressuposto de que quem de fato dar o sentido à arte não é só o artista, mas também o público que a está observando. Sendo assim, o artigo se finaliza com a seguinte pergunta idealizada pelo o curador Hans-Michael Herzog, para que possamos refletir sobre o que a exposição Ilusões nos oferece como visão de mundo e de arte. “Será que a arte não é mais do que ilusão? Ou será que, no fim das contas, ela é antes real, talvez até mais real do que a assim chamada realidade? O que é, aliás, realidade? A pura ilusão?” 


Two Identical Objects, Luis Caminitzer, 1981
  
Foto: Eddie Marinho, 2014

A frase "Dois Objetos Idênticos" apenas reforça a linguagem não-verbal que de um lado é uma nota de um dólar amassada e do outro um pedaço de jornal amassado. Até mesmo a forma de ambos reforça a ideia de igualdade. Tal produção de Camnitzel nos traz à reflexão de que o diferencial entre as duas peças está na conceituação que fazemos de cada uma. Visto que,apesar de serem feitas à partir do papel,uma é pensada como uma representação econômica compartilhada por certas regiões; e a outra, como um meio de transmissão de informação numa determinada língua compartilhada por um povo."


Del mismo diámetro, Teresa Serrano, 2012

Foto: Site Bamboonet

Segundo Teresa, “Del mismodiámetro” é o resultado de sua observação sobre o significado do toucado usado em três religiões monoteístas que considera estarem associadas as três maiores culturas existentes na humanidade: a cristã, a hebraica e a islâmica.O que chamou a atenção da artista foi o fato dos toucados serem confeccionados todos dentro de um mesmo padrão (17 centímetros). Em sua perspectiva, esses “adornos fundamentais”, para essas religiões, são atributos que conectam o usuário com a sua divindade cultuada.A questão que ela coloca aqui é: todos os humanos são iguais (pelo diâmetro do crânio/cabeça), mas apenas alguns exercem a liderança, ou o poder, cedido pelas divindades reverenciadas, dentro da religião; outro ponto que ela levanta é:esses representantes escolhidos são predominantes do sexo masculino — uma das características de Teresa é essa crítica sobre o sexismo em suas obras.

Além disso, Teresa chama atenção para os conflitos persistentes entre uma religião e outra, nos quais levam fiéis a defenderem ideologias da religião que os levam a violência e matança.
Uma curiosidade da obra é a o fato de ela ter sido concebida e realizada em 2012, dois anos antes do encontro que emocionou milhões de pessoas ao redor do mundo: o abraço entre o Papa Francisco, o rabino judeu Abraham Skorka e o mulçumano OmbarAbboud, diante do Muro das Lamentações, em Jerusalém, em maio desse ano.
Um abraço protagonizado entre os maiores líderes religiosos do mundo, e que coincide exatamente com essa obra da artista.
Teresa Serrano nasceu em 1936, na Cidade do México, México. Vive e trabalha na mesma cidade, além de New York – USA. Entre suas obras mais famosas, estão Diosas de laFertilidad(1993),Mirros(1993-1995) e Ríos (1994).


O presságio seguinte, José Damasceno , 1997

Foto: Site Bamboonet

Trata-se de um terno suspenso alguns centímetros do chão, permeado por dezenas de cordas tensas, que moldam o terno, ao mesmo tempo em que cria um óptico interessante e subjetivo. É característica de trabalho José Damasceno criar objetos e instalações que exploram as formas escultóricas de algo, usando materiais industriais, como a madeira, o concreto e o alumínio – que levam o artista a alcançar o limiar dessas formas. Então, Damasceno trabalha com essas questões vertentes de contrastes, como: superfície e profundidade, de solidez e gravidade. Mas a principal característica de Damasceno é o seu interesse em criar relações entre o raciocínio humano, a ideia, para entender e constituir um significado para os objetos que dão forma à sua obra.Esse trabalho de constituição entre o significado e a obra, excitado pelo artista, levam o espectador ao afloramento de seus sentidos sensoriais. Como, por exemplo, em O presságio seguinte, a forma como o artista criou a instalação, e como fez, leva o espectador a uma sensação de curiosidade e afins quase inevitáveis para construir um significado para a obra.Para Agnaldo Farias, historiador da arte, José Damasceno não trabalha com os significados representativos dos objetos de forma fixa. Ao contrário, Damasceno transcende essas representações, movimentando-se dentro da “dimensão móvel” existente no objeto. Ele provoca com isso, uma alteração na percepção que se tem do objeto. Em O presságio seguinte não é diferente. Ali está um terno, que não é usado por um humano, como foi pensado antes de ser o que é, mas por cordas tensionadas que dão forma ao terno, como se um homem o vestisse. Essa criação instigante leva o espectador a refletir essa obra misteriosa e bela. O homem também é um objeto, que pode ser colocado e reposto de diversas formas; que precisa de algo para constitui-lo como tal?
Agnaldo Farias vai assemelhar as obras de Damasceno às de Sérgio de Camargo (1930-1990), Lygia Clark (1920-1988), Hélio Oiticica (1937-1980), entre outros.


       A Casa Daros fica aberta de 11h às 19h de quarta a sábado e de 11h às 18h nos domingos e feriados. A entrada para a exposição principal custa R$12 porém às quartas, é gratuita.Já a entrada para os idosos é a metade do valor principal e; crianças até 12 anos,membros do ICOM, professores da rede pública e grupos de escolas e organizações sociais estão isentos de pagamentos, mediante a apresentação de documento de identificação. Para mais informações, acessar: http://www.casadaros.net/


Grupo:
Jaqueline Esteves Ruiz
Thaís Batista
Ednelson Marinho
Carla Caroline

Casa Daros - Ilusões


A exposição “Ilusões”, através de suas instalações, vídeos, fotografias e outras concretizações artísticas, convida o observador a pensar naquilo que varia entre o que é chamado de realidade e o que é ilusão.
 

 
O vídeo “Line”, do artista mexicano radicado em Nova York Mauricio Alejo, é um bom exemplo de tal ideia: o que parece ser uma simples e estática linha é na verdade um fluxo de água corrente que revela seu real dinamismo ao sofre a intervenção de um dedo.


 

No entanto, o maior “ilusionista” da exposição é o artista conceitual argentino Leandro Erlich. As suas obras expostas enganam os sentidos.



 A instalação “Piedras”, que recebe o público, produz simulacros de pegadas em um tablado coberto de pedras, com o auxílio de um motor:

 Já a instalação Cambiadores brinca com a ilusão entre os batentes, os espelhos e a profundidade, confundindo o que é real e o que é reflexo:
 
 

 
 A exposição fica aberta na Casa Daros, em Botafogo, até fevereiro de 2015.
 
Raphael Aleixo
 

Artevida (política) - 10/09


Desde 27 de junho o Rio de Janeiro tem acompanhado o que pode-se considerar a maior exposição internacional já vista por aqui.

É a mostra Artevida que, reunindo pinturas, esculturas, fotografias, desenhos e vídeos, se propõe a conectar e ler a produção artística do Brasil e do hemisfério sul do período compreendido entre 1950 e o início dos anos 80.

São cerca de 110 artistas oriundos de 4 continentes e quase 300 obras distribuídas em 4 espaços culturais pela cidade e que, juntas, exploram a relação entre 'arte' e 'vida', nos fazendo refletir sobre nossa atual condição no universo a partir da arte.

A ideia de uma linguagem que estabeleça, artisticamente, diálogos e tensões sobre aspectos da vida e do mundo foi fundamental para o período da arte contemporânea no fim dos anos 50 e tem grande influência posteriormente ao se confrontar com a situação política nacional.

Em cada espaço, um eixo a ser abordado:
artevida (corpo), na Casa França-Brasil;
artevida (política), no Museu de Arte Moderna;
artevida (arquivo), na Biblioteca Parque Estadual e
artevida (parque), na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

A parte exposta no MAM reúne obras feitas sob ou na resistência a regimes autoritários e segregacionistas, em torno de temas como vulyos, feminismos, banners, mapas e símbolos nacionais, guerra e violência, racismo, votos e eleições, manifestações, trabalho, censura e prisão.



Grupo: Adriana Freitas, Claudio Correa e Giovan Bueno.

Ilusões - Casa Daros

A Casa Daros Rio é uma instituição da Daros Latinamerica, uma das mais abrangentes coleções dedicadas à arte contemporânea latino-americana, com sede em Zurique, Suíça. O espaço é um local de arte, educação e comunicação, que ocupa um casarão neoclássico do século XIX, preservado pelo Patrimônio da cidade do Rio de Janeiro.  A instituição apresenta até 13 de fevereiro de 2015 a exposição “Ilusões”, com curadoria de Hans-Michal Herzog e Katrin Steffen, que reúne cerca de 50 obras de diversos artistas, com entrada a R$ 12.
A exposição conta como instalações, vídeos, fotografias, desenhos e objetos dos artistas Fernando Pareja & Leidy Chavez (Colômbia), José Damasceno (Brasil), José Toirac (Cuba), Leandro Erlich (Argentina), Liliana Porter (Argentina), Los Carpinteros (Marco Antonio Castillo Valdés e Dagoberto Rodríguez Sánchez, de Cuba), Luis Camnitzer (Uruguai), Mauricio Alejo (México) e Teresa Serrano (México).
A mostra, que ocupa todo o espaço expositivo principal da instituição, recebe o nome de “Ilusões” e se propõe a fazer questionamentos sobre o que seria isso. Além disso, para falar sobre ilusão, a exposição acaba, inevitavelmente, abordando outras questões, como realidade, consciência, inconsciência, percepção, entre outras, e, com isso, faz um convite para um aprofundamento nestes complexos temas que abrangem a formação do indivíduo e seu posicionamento perante a sociedade.
Um microsite foi criado especialmente para a exposição. Com conteúdo multimídia e ferramentas interativas, ele apresenta o tema e as obras da mostra, além de conter breves ensaios e entrevistas sobre os artistas e seus trabalhos.


 
Arte conceitual





A vertente seguida pela arte conceitual sugere a apropriação de significados múltiplos à objetos que são por nós, admiradores de arte, de natureza de sentido única porém, para cada artista, objetos passíveis de atribuição de significados aleatórios sem nenhuma verossimilhança pré-estabelecida. Como é o caso da obra Aribitrary Objects and Their Tiles que resguarda todos os valores de uma arte conceitual genuína, já em casos em que o observador da obra encontra algo próximo ao real o artista faz questão de modificar toda a estrutura do material em exposição, de modo que a faça estar em disparidade com as ideias que temos por conceito, uma vez que para os seguidores dessa vertente artística e de natureza continuamente mutável.

Living Room – Luis Camnitzer






Camnitzer, precursor da arte conceitual, conhecido por trabalhos com caráter crítico, é um dos artistas com obras em exibição na Casa Daros. Living Room foi primeiramente executada na forma de um objeto com aparência de livro – que ao ser aberto transformava-se em um modelo arquitetônico de sala – e depois houve a construção em um local físico. Este é constituído de diversas “mobílias” que existem em uma sala comum. A questão encontra-se no fato de que todos os móveis são na verdade representados por seus respectivos nomes em pedaços de papel. É impressionante a maneira como o visitante se sente em uma sala de estar – lugar que só existe na construção social; delimitações de paredes - apesar de não estar literalmente em uma.

Durante a exposição aqui do Rio foi proibido andar sobre os papeis colados no chão, mas houve locais onde a exposição foi realizada que isso não ocorreu. Nessas situações o artista pode perceber que as palavras afetavam também o comportamento físico, visto que o público se sentiu livre para andar “sobre o tapete”, mas não sobre a mesa.

Outro ponto interessante em relação a esta instalação é o fato de que ela possibilita que o público crie sua própria sala, visualizando suas mesas, quadros e tapetes de acordo com o subjetivo de cada um. Tudo isso acontecendo apesar de você não estar em contato direto com os objetos – a construção é mental; o que de certa forma chega a ser mais interessante pois dá a possibilidade de escolha de formas e texturas e várias pessoas podem praticar a ação ao mesmo tempo simplesmente observando o espaço.



Dois objetos idênticos - Luis Camnitzer




O Artista Luis Camnitzer é reconhecido por muitas obras, juntando admiradores em diversos lugares, entre suas obras está a “Dois idênticos” em que o artista evidencia a similaridade de um pedaço de papel com o dinhero. Com essa obra, o artista nos faz refletir sobre o valor que damos as coisas e a pedaços de papeis que são tão pouco na dimensão vida.



16m - Los Carpinteros

Los Carpinteros é um grupo de artistas cubanos jovens que têm como característica instalações que tentam sempre relacionar a arte e a sociedade de uma forma humorística. Eles utilizam aspectos da arquitetura, design e escultura e tentam de alguma forma, negociar o espaço do funcional com o não funcional.
                                                                


A instalação 16m exibida na Casa Daros, é representada por 200 paletós e camisas masculinas penduradas, com um buraco totalmente irregular do lado direito. Esse buraco possui 16 metros de longitude, daí o nome da instalação.

Ao entrar na sala, o que todos acabam se perguntando é: “O que seria que causou esses buracos nos paletós?”. Desta forma, o grupo chama o público para pensar sobre essa instalação e interagir, o que é claramente importante para qualquer artista




Componentes do Grupo: Ana Carolina, Carolina, Laísa, Maria Júlia e Juliana.