[Aviso] Exposição do dia 15/10

Turma, segue o endereço da exposição do Ricardo Basbaum que visitaremos na próxima quarta-feira (15/10):

Galeria Laura Alvim
Endereço: Av. Vieira Souto, 176 (Ipanema - Rio de Janeiro)
Horário: 13h30


Os novos caminhos de Angelo Venosa

Pela primeira vez, em mais de 30 anos de trajetória, Angelo Venosa usa bambu e filamentos plásticos em suas obras. Assumidamente fanático por “gadgets”, a curiosidade com a qual vasculha sites de crowdfunding tecnológicos é a mesma com a qual se lança em busca de novos materiais para suas peças. Como resultado, aos 60 anos, o renomado escultor da “Geração 80” cria peças com o auxílio de dispositivos diversos, tais como canetas e impressoras 3D.


   “Sempre achei divertido. E, se além de serem divertidos, me servirem como ferramentas, aí é ótimo”.

“Membrana”, em exposição na Galeria de Arte Anita Schwartz, traz o desfecho deste trabalho inovador. São cerca de 20 obras inéditas, com destaque para uma série de seis novas, atraentes e intrigantes peças produzidas por canetas 3D. O artista as utilizou para desenhar pequenos emaranhados, reunidos em conjuntos e dispostos nas paredes - cada um envolto por uma cápsula de acrílico.

A obra de aproximadamente quatro metros e meio de altura, exposta também no térreo da galeria, é um dos grandes expoentes da coleção. Uma impactante escultura em alumínio preto e plástico foi elaborada, inicialmente, com a impressora 3D; na qual Angelo escaneou e imprimiu triângulos de diferentes tamanhos, até o limite de perderem suas formas. Com uma costura de abraçadeiras de náilon, ele próprio juntou as 60 peças produzidas, transformando “esse objeto etéreo de triângulos virtuais em triângulos-coisas”.

   “Comecei a pensar a exposição por essa obra, que é feita a partir de projeção geométrica construída com o alumínio - revelou o artista”.

Já no segundo andar da galeria, estão espostas esculturas feitas de finas lâminas de bambu, importadas da China. Aparentemente frágeis, as lâminas são produzidas a partir de um compensado, sendo, por isso, “extremamente resistentes e maleáveis ao mesmo tempo” – conta o artista que chegou a, inclusive, dar um nó no material.

   “Esta exposição é muito importante para mim, não só pelo material com que estou trabalhando pela primeira vez. A concepção dessa mostra também foi feita de uma forma diferente. Ao usar o bambu e o filamento de plástico, eu não planejo as peças, vou desenhando conforme vou fazendo. É muito legal ver as criações nascerem assim, com a mente vazia”- diz o artista.

Grupo:
Maitê Paes, Gabriela Mariz, Manuella Teixeira, Marina Abi-Rihan, Larissa Busch e Anita Pado.




Galeria Anita Schwartz



No dia 24 de setembro Angelo Venosa foi à galeria Anita Schwartz para conversar com os alunos da UFRJ sobre suas obras. O artista revelou que não gosta de dar nome as suas obras para que os observadores possam ter o pensamento livre para encontrarem o que desejarem em cada uma delas.




O artista integra a suas obras a tecnologia. Todas as obras presentes na galeria Anita, receberam ajuda de um computador ou escâner. O artista revela que os códigos também podem ser arte, mas com uma leitura diferente. O nome da exposição presente na galeria é Membrana pois essa é uma estrutura maleável e permite a entrada e saída, como a entrada e saída de ideias a  respeito das obras em nossa cabeça. A interação da tecnologia e da imaginação são impressionantes e admiráveis, vale a pena conferir.









Angelo Venosa surgiu na cena artística brasileira na década de 1980, período que culminou com o surgimento de muitos artistas que trabalhavam com a pintura. Mas Venosa decidiu tomar a direção contrária de seus contemporâneos, cada vez mais se aproximando da escultura. Madeira, mármore, ossos, metal, tecido, cordas, acrílico, papel, cera: todos esses materiais já foram submetidos às mãos do artista.









Desde então, Venosa lançou as bases de uma trajetória que se consolidou no circuito nacional e internacional, incluindo passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Arte Brasileira do Século XX (1987, Musée d'Art Moderne de La Ville de Paris), Bienal de Veneza (1993), e Bienal do Mercosul (2005). Em 2012, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ) consagrou-lhe uma exposição individual em comemoração aos 30 anos de carreira, que seguiu para a Pinacoteca de São Paulo em abril de 2013. Ainda em 2013 foi lançado o segundo livro sobre sua obra, também publicado pela Cosac Naify.








A partir do uso simultâneo de materiais que não necessariamente têm relações uns com os outros, o trabalho desse artista muitas vezes causa inquietação ou estranheza. As oposições entre orgânico e inorgânico, figurativo e abstrato também permeiam sua obra. Assim, os elementos mais diversos são manipulados por Venosa.








Hoje o artista conta com várias escultura públicas instaladas no país: - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Jardins); - Museu de Arte Moderna de São Paulo (Jardim do Ibirapuera); - Pinacoteca de São Paulo (Jardim da Luz); - Praia de Copacabana/ Leme, no Rio de Janeiro; - Santana do Livramento, Rio Grande do Sul e - Parque José Ermírio de Moraes, em Curitiba.










Angelo venosa - Membrana

Angelo Venosa, o escultor da liberdade de significados

Ao se confrontar com a obra de Venosa, a primeira pergunta que o espectador faz é: o que o artista quer mostrar com essa obra? Para ele, não existe uma resposta certa ou errada para essa pergunta. Angelo Venosa não traz uma definição concreta em suas obras. Ele nos instiga a termos nosso próprio olhar a partir do olhar do artista. Isso faz com que as esculturas do artista sensibilizem nossa percepção espacial, permitindo diferentes significações.
A exposição Membrana, que fica aberta de segunda à sexta das 10h às 20h e nos sábados das 12h às 18h na Galeria Anita Schwartz na Gávea, está diretamente ligada a essa liberdade que o artista nos dá de ter nossas próprias interpretações em suas esculturas.
Por que o nome “membrana”? Para o artista, membrana é um termo que oscila entre o abstrato e o concreto. O termo para Angelo tem uma determinação imprecisa, dando espaço para o espectador ter outras impressões.
Nessa exposição, Angelo estréia no uso de materiais como bambu e filamento de plástico em suas obras. Pelo fato de usar estes materiais, Angelo não planeja as peças e não tem em mente um resultado real de como vai ficar. O artista desenha a forma da obra na hora que faz e para ele isso traz um resultado muito positivo. Partindo da mente vazia para a criação.


Foto: Obras feitas por bambu/ Fonte: globotv.globo.com

A tecnologia é o braço direito do artista. Sua formação em Desenho Industrial é um desses motivos. Angelo faz uso de diferentes ferramentas na concepção de sua obra. Desde o uso do computador, onde muitas vezes começa a construção de sua arte, até as canetas 3D na execução da mesma.
O espectador se fascina pela grande atração da exposição. Uma escultura formada por alumínio preto com plástico que vai até o teto da galeria. Com mais 60 peças em formatos triangulares, que juntas formam um impactante sólido, amarradas com uma costura de abraçadeiras de náilon.
Angelo é reconhecido como um dos principais escultores brasileiros. Expoente da geração de 80, em que muitos pintores tomaram espaço no mercado brasileiro, ele seguiu um caminho diferente de seus contemporâneos. “Foi com a pintura que comecei minha disciplina de trabalho. (…) A passagem para escultura foi um rompimento com o que eu considerava a linguagem por excelência (a pintura) e a descoberta de que era possível criar um trabalho pessoal, com meus próprios meios”. As oposições entre orgânico e inorgânico, figurativo e abstrato também permeiam sua obra, resultando em trabalhos que lembram partes do corpo, fósseis, ou objetos ancestrais.
Fascinado pela forma e principalmente pela opacidade (tema de sua dissertação de mestrado na Escola de Belas Artes da UFRJ) ele traz consigo diversos trabalhos já expostos em lugares como: MAM do Rio, MAC de Niterói, MAM e Pinacoteca de São Paulo. Além de exposições fora do Brasil.
O autor ainda dispõe de dois livros sobre sua personalidade e suas obras , A febre da matéria, de Lorenzo Mammi / Paulo Venancio Filho / Michel Ausbury e Angelo Venosa , de Luiz Camillo Osorio.


Grupo : David Colocci , Vivian Abreu , Murilo Bazilio e Larissa Araujo

Ebook: Instruções para filmes

Segue o e-book "Instruções para filmes" que está em nossa bibliografia básica:

Instruções para filmes
Organizado pelas professoras Katia Maciel e Lívia Flores, o livro conta com a a participação dos seguintes artistas e autores: Graham Gussin, Fernando Gerheim, Ricardo Basbaum, Hollis Frampton, Paulo Bruscky, André Parente, Laura Lima, Gilles Thibergien, Consuelo Lins, Antônio Fatorelli, Sergio W. Bernardes, Leandro Pimentel, Marisa Flórido Cesar, Fernando Sallis, Anthony McCall.

Para fazer o download, cliquem no link abaixo:


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